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Conciliando Gênero e Trabalho…

Em uma manhã do último Dezembro, Autumn Barksdale, uma recepcionista de um banho e tosa canino, pediu a uma dúzia de colegas que se reunissem ao redor de sua mesa para lhes explicar como iria mudar nas próximas semanas.

Seus colegas de trabalho a escutaram enquanto explicava que a pessoa que elas conheciam como Adam realizaria a transição para a mulher Autumn. Ela havia começado a tomar estrógeno, o que mudaria seus seios e arredondaria sua face. Queria começar logo a usar vestes femininas, maquiagem e esmaltes para ir trabalhar. Baksdale fez sua sessão “trans 101”, como ela mesma chamou, pois teve medo que as pessoas reagiriam negativamente quando sua transição começasse a ficar mais visível. A presunção mostrou-se falha.

Nos 8 meses seguintes, ela abriu sobre sua transição no Scenthound, salão em que trabalha, na Flórida, e passou a responder questões de clientes confusos e curiosos. Uma cliente regular notou que ela estava usando batom e sombra nos olhos e perguntou se “estava transexualizando”. O dono de um Yorkshire Terrier chamado Guinness perguntou se ela “estava fazendo uma grande virada”. Uma mulher de meia idade, invocada com um novo termo, sugeriu que ela estava “Bruce Jennerizando”. “Eles transformaram Bruce Jenner em um verbo, eu juro que não estou inventando” dia Barksdale.

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Autumn Barksdale Photographer: Melissa Lyttle/Bloomberg

Mais ou menos uma vez por semana, Autumn é questionada se irá mudar cirurgicamente sua genitália. “Isso sempre me da um nó, fico perguntando por que as pessoas querem ter o direito de saber exatamente o que está acontecendo com meu corpo”.

Graças a figuras famosas como Caitlyn Jenner e Laverne Cox, americanos estão mais cientes que nunca do que é ser um transgênero. A ciência, entretanto, não necessariamente fez das pessoas experts em como 700.000 transgêneros americanos vivem ou lhes dão o direito de conversar com eles sobre isso.

Os tribunais tambem estão se ajustando em como endereçar os direitos de pessoas trans em seus ambientes de trabalho. Leis federais nao explicitam proteção a trabalhadores trans de preconceitos que podem encontrar em seus trabalhos.

“A lei está evoluindo assim como o conhecimento da sociedade está evoluindo em entender quem são os transgêneros” Diz Jenny Pizer, promotor do Lambda Legal, uma organização de direito de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros, ou LGBT. Diz ainda: “Há uma reserva enorme de situações e atitudes transfóbicas levando a um clima pervasivo de discriminação”.

Uma pesquisa de 2011 do Centro Nacional de Equidade a Transgêneros e da Força de Trabalho Nacional a Gays e Lésbicas, descobriu que pessoas trans tem o dobro de chances de estar desempregadas quando comparadas à população geral. 47% de 6450 pessoas entrevistadas disseram que não foram promovidas ou contratadas devido a sua identidade de gênero.  90% das pessoas disseram que sofreram assédio no trabalho ou tiveram que se disfarçar para nao sofrer assédio em seus ambientes de trabalho.

Medo de abuso no trabalho ou até mesmo medo de conversas estranhas levam pessoas trans a se questionarem o quanto devem falar sobre suas identidades de gênero. O que deixa as pessoas em decisões particularmente difíceis é que a maioria dos colegas nunca conversou com uma pessoa trans antes, diz Pizer do Lambda Legal.

As pessoas se sentem rotulantes de coisas que não entendem, incluindo o histórico médico da pessoa. “Se uma pessoa teve câncer de mama ou fez uma cirurgia, um colega pergunta: Como foi o processo? Voce passou por reconstrução? Eu sou muito curioso em saber o que está acontecendo com as partes do seu corpo agora…” Diz Pizer.”Algumas pessoas podem perguntar essas coisas mas não deveriam. Realmente isso não está OK…”.

 

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Kimberly Gumaer Photographer: Ryan Pfluger/Bloomberg

kim-gumaer-linkedin-profileKimberly Gumaer, mulher trans, tambem encontrou dificuldades e confusões em seu trabalho. Por 5 anos, quando era um homem chamado John, ela manteve empregos fixos como engenheira de som em NY. Seu último emprego terminou em um estúdio de pós-produção quando iniciou sua transição.

Nancy Shames, produtora do estúdio, disse que Gumaer foi demitida devido a sua performance. “Ele tinha cabelos longos e rabo de cavalo, mas nós não sabiamos de qualquer transição até poucas semanas antes.” Não fica claro, de acordo com Gumaer, se o visual andrógino teve um papel em sua demissão.

Mesmo que Guamer acreditasse que sua aparência estivesse envolvida no custo de seu trabalho, não está claro que recurso legal ela teria. A Suprema Corte dos EUA ainda não divulgou leis que protegem as pessoas de discriminação sexual a pessoas que mudaram seus gêneros. Em Julho, os Democratas do Congresso introduziram o Ato de Equidade, uma conta que entraria no Ato de Direitos Civis levando aos LGBT o direito de ser um grupo protegido da discriminação dos trabalhadores. Sem Republicanos apoiando a causa, advogados LGBT dizem que isso poderia levar anos até se tornar lei.

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Riya Patel Photographer: Ryan Pfluger/Bloomberg

Riya Patel, 31 anos, de New Jersey, sabia desde muito cedo em sua vida trabalhista que não se sentia confortável convidando colegas de trabalho para assistir sua transição. Começou a trabalhar após terminar o colégio, quando ainda se apresentava como homem. Um de seus primeiros trabalhos foi em uma companhia de limpeza de fornos. Uma manhã, quando estava se trocando para colocar seu uniforme com seus colegas homens, eles notaram que ela usava calcinha rosa. “Eu tentei brincar dizendo que era cueca masculina”, diz, mas ninguem acreditou. “As pessoas me viam e diziam que não iriam trabalhar mais no meu turno”.

Patel se sustenta desde que deixou sua casa aos 18 anos. Quando tinha 24 anos, decidiu mudar para Carolina do Norte, onde começou a planejar um negócio próprio que poderia lhe render a terapia de redesignação sexual e pudesse viver como uma mulher dentro de seus próprios termos.

“Eu queria ter certeza que poderia me sustentar financeiramente, dessa maneira eu não estaria apertada procurando emprego ou lidando com discriminação no trabalho”.

Em um de seus trabalhos, quando sua aparência começou a mudar para uma delicadeza ainda maior, alguns cliente do posto de gasolina estavam de nariz empinado mas a maioria respeitou seu status de dona do local. “Eles sabiam que eu era dona dali, então ninguem poderia me pedir para fechar minha boca. Então a maioria guardou suas opiniões para si mesmo, a não ser que estivessem bêbados.”

Para muitas pessoas trans, evitar o tradicional esquema chefe-empregado não é uma opção. No caso de Baksdale, seu chefe Tim Vogel disse após seu informe sobre sua transição que estava orgulhoso dela e sugeriu que outros empregados passassem por uma sensibilização e educação como forma de treinamento sobre vocabulário, distinções e como se dirigir a alguem usando os pronomes corretos.

“Quando alguem me chama de Adam ou de ‘ele’, tira tudo de mim, me sinto uma inválida, diz Baksdale. Essas pessoas estão literalmente se recusando a me ver como uma pessoa, com exceção da construção que eles mesmo realizam em suas próprias mentes”.

Traduzido de: bloomberg.comтрезвый водитель недорого москвакупить навигатор и видеорегистраторфирма по продвижению сайтовBose SoundTrueusd to usd exchange rateфильтр для воды ценаsun protection for carвидеорегистратор 7000уличная MMS-камераvisit this page

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