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Em sendo lésbica com meu parceiro trans…

Eu saí do armário antes da Ellen, antes da Katy Perry cantar que beijou uma garota e gostou. Estudava em uma grande universidade quando descobri – para minha surpresa – que eu havia me apaixonado pela minha melhor amiga. Nos anos 90 não era moda ser gay. Eu fui a primeira pessoa gay que meus amigos haviam conhecido. Mas eu estava desafiada por ser gay. Tinha uma obsessão pela idéia de que meu desinteresso por garotos significava que havia algo de errado comigo. Fiquei muito feliz em saber que não havia nada de errado – eu era apenas gay.

Meus pais, por outro lado, não estavam tão desafiados. Passaram anos rezando para que fosse apenas uma fase (spoiler: não era). Eles queriam netos e que eu tivesse uma vida normal achando um homem que me amasse e cuidasse de mim em primeiro lugar. Quando eu virei de costas para o que eles tinham como uma vida normal, eles acreditava, que eu estava me sentenciando a uma vida sem felicidade e que nunca teria a completude de uma vida heterossexual.

Enquanto eles estavam pensando e discutindo meu futuro, eu estava tendo uma vida gay na faculdade. Minha namorara e eu eventualmente esbarrávamos nas cenas de bares gays. Era muito divertido, engraçado, sexy e havia draga-queens! Havíamos achado nosso povo, estávamos felizes, nos amávamos, íamos muito bem na escola, sabíamos que tinhamos um futuro e não estávamos preocupadas com nada.

E depois terminamos.

A perda de todo aquele amor e paixão é de quebrar o coração. E como eu fiquei desacorçoada. Voltei àqueles bares gays… buscando uma conexão, buscando me perder naquele momento. Eu conseguia às vezes. Quando estava em um bar gay, ou cercada por minhas amigas lésbicas em uma festa, ou comemorando na Parada de Atlanta, eu sabia que estava cercada por pessoas que entendias uma parte de mim que o mundo queria banir ou pelo menos esconder.

Apesar dos altos e baixos da minha vida pessoal e romântica, eu consegui me manter abertamente lésbica. Era minha identidade, e eu abraçava com todo o meu coração.

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Diversão da madrugada

Passando para os meus 20 e tantos anos. Em um bar lésbico, cercada de mulheres virando shots de gelatina em um Domingo, me encontrei com Amy. Ja havia conhecido ela uma vez, bem rápido. Fiz meu movimento no nosso primeiro encontro mas ela tinha um namorada. Eu não via porque aquilo seria um obstáculo; felizmente, sua natureza leal pesou mais que minha moralidade questionável. Mas dessa vez ela estava solteira há pouco e era nova na cidade. Nosso encontro foi inesperado como duas lésbicas correndo uma em direção uma a outra em um bar lésbico deveria ser. Mas pareceu o perfeito reencontro pra nós, com muitos shots no meio da nossa tribo.

Amy e eu estávamos juntas de um jeito que não havia como negar. Estávamos machucadas quando nos conhecemos, eu com depressão e ela recém terminado seu namoro. Nossas personalidades se complementavam, ríamos juntas e cuidávamos uma da outra. Ela me entendia de muitas maneiras melhor que eu mesma. Quando me olhava, eu me desfazia.

Então fizemos o que qualquer casal lésbico faz. Fomos morar juntas. Depois nos casamos. Bem, não legalmente. Isso foi em 2006 e o casamento gay não foi legal na Flórida nos próximos 9 anos. Mas mesmo assim fizemos uma cerimônia para nossos amigos mais íntimos. Fizemos votos. Prometemos nos amar.

Amy e eu adorávamos estar casadas. O casamento intensificou nosso já forte laço. Nos deu firmeza em nossa fundação, uma âncora quando a vida estava turbulenta.

E a vida ficou muito turbulenta.

Nós duas ainda estávamos saindo muito para festas. Haviam argumentos próximos de infidelidade, brigas bêbedas e egos feridos. Pessoas aleatórias que deixávamos entrar em nossas vidas e algumas até em nossa casa. Mas mais que tudo, havia 2 pessoas que se amavam muito mas se odiavam. Estávamos nos destruindo, e o álcool era o catalisador.

Então, em Outubro de 2008, ficamos sóbrias.

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A sobriedade nos cai bem…

Ficar sóbrio não é bom para o coração. Recuperação envolve desenterrar todas as coisas que fizeram você beber primordialmente e depois revê-las. É um trabalho difícil e emotivo. E, de muitas maneiras, o processo de ficar sóbrio tem que ser individual. Mas nos apoiamos para termos coragem. Frequentamos reuniões, brincamos sobre o café fraco e começamos a nos reerguer física e emocionalmente. Começamos a crescer, a nos tornar responsáveis por nós mesmas, nossas ações e nossas família de duas.

Esse foi outro problema: estávamos desesperadamente adicionar um a mais na nossa família de duas. Batalhamos 2 anos a infertilidade e tivemos de lidar com um aborto antes do nascimento de nossa filha. Mesmo com as dificuldades, nos apoiamos em nós mesmas e nas lições que aprendemos para nos guiar.

Em 28 de janeiro de 2011, nossa garotinha ganhou o mundo triunfante, na última expressão de sua grande personalidade e sua felicidade em interagir com a grandiosidade do mundo

Agora, tinhamos tudo que meus pais desesperadamente sentiram medo que eu não tivesse: um lar, um casamento, um filho. Eu estava apaixonada pela vida. Ser gay ainda era central na minha vida. De fato, sair do armário era o tema central de minhas primeiras conversas. Eu falava sobre minha companheira ou fazia uma referencia à outra mãe de minha filha. Estar assumida foi meu jeito de proclamar que pessoas gays são merecedoras de casamento e família – que vivemos e amamos como qualquer pessoa. Se eu listasse as coisas mais importantes sobre mim, ser gay sempre esteve no Top 3. Era simplesmente central a quem eu sou.

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Amy e Jane celebram o orgulho.

Não é que eu me identificava apenas em ser gay. Eu abracei ser gay. Eu amava. Ser gay me tirou de meu reino privilegiado – me fez empática, abriu meus olhos para todos os privilégios que eu ainda tinha, e me fez querer lutar pelos menos favorecidos. Diabos, me fez perceber que eu era menos favorecida. Eu sou melhor, tenho compaixão, mais disposta a lutar pela causa gay.

Imagine a mudança sísmica em minha identidade quando Amy sentou comigo uma noite depois de uma sessão de terapia e me disse que era transgênero. Para ser honesta, não foi um choque tão grande assim. Ela havia sofrido por anos sentindo-se desconfortável na própria pele. Ela constantemente era chamada de Senhor em público, e ela não se incomodava. O que a deixava chateada era que as pessoas se corrigiam, quebrando a ilusão. Ela preferia que se referissem a ela como homem.

Eu sabia disso tudo, mas queria que houvesse algum tipo de trabalho para sua disforia de gênero. Afinal de contas, eu sou uma lésbica. Sou atraída sexualmente por outras mulheres. Mulheres. Não homens. Mas a verdade era simples e plena: Amy, em seu coração, em sua mente, em sua psique, era um homem. Nenhuma pretensão, evitar ou negar (mais um esforço de sua parte para salvar o relacionamento) iria mudar aquilo. Ao invés disso, por seus esforços, ela estava caindo cada vez mais em depressão. E eu estava vivendo à sombra da pessoa que amava.

Se passou que eu era a única ali com uma decisão a ser tomada. Para Amy, viver a verdade tinha se tornado questão de vida ou morte. Eu poderia ficar ou ir embora. Mas, de qualquer maneira, Amy começou sua transição.

Simon é seu nome.

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Simon e Kendra

O que fazer uma mulher de quase 40 anos, assumida e orgulhosa de ser lésbica, quando sua parceira se assume como um homem transexual? Posso dizer o que uma lésbica decidiu fazer: eu decidi ficar. Decidi ficar porque, quando eu realmente fui honesta com essa historia, se Simon era um homem, ele sempre foi um homem, eu aceitando isso ou não. Decidi ficar pois Simon é um bravo, generoso, honesto e amável da maneira que Amy nunca pode se abrir ou ser transparente em ser. Decidi ficar em honra à minha família que criamos juntos. Decidi ficar porque eu não conseguiria imaginar minha vida sem ele.

Quando comecei a analisar o que ficar com Simon significaria para minha identidade lésbica, eu entrei um pouco em pânico. Perder o rótulo lésbico me fez perder uma parte de mim mesma. Mas depois eu olhei para a pessoa com quem me comprometi a vida pelos últimos 10 anos, olhei para nossa criança que nos adora, e eu sei que Simon está la quando eu preciso, quando eu quero, para ser. Eu o amo. E ele ainda está comigo como ninguém. Essas coisas transcendem rótulos.

Eu sou uma lésbica que acordou um dia casada com um homem – e eu não poderia me sentir mais feliz ou mais orgulhosa dele e de nós.

Apenas não assuma que eu sou Hétero.

Traduzido de: xojane.com

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