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I Seminário Educação e Expressões de Gênero: Desafios Contemporâneos

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A CAIS (Associação Centro de Apoio e Inclusão Social de Travestis e Transexuais) e o Instituto Latino Americano de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos ( ILADH) em Parceria com a SP Escola de Teatro, realizou o ¨I Seminário, Educação e expressões de gênero : Desafios Contemporâneos”.

O Transexuaissp foi um dos colaboradores do evento.

Foram refletidos os caminhos e descaminhos da educação em favor dos direitos de gênero, promovendo uma discussão digna de aplausos sobre a conjuntura presente das lutas sociais, uma das maneiras de melhor assegurar o pleno exercício da cidadania da população LGBT. O evento que promoveu análise crítica sobre o país, a luta pelos direitos humanos das travestis e homens e mulheres transexuais e seus desafios contemporâneos, a partir da reflexão sobre educação, gênero e sociedade. 

A palestrante Anna Paula Vencato fez uma bela análise antropológica do cenário atual da educação em nosso país, fazendo um paralelo com diferentes épocas e diferentes construções e conformações das famílias.

João Silvério Trevisan, ganhador de 3 prêmios Jabuti e um dos maiores autores de contos do nosso país fez uma fala belíssima sobre sua trajetória e austeridade, de maneira poética e emocionante, sendo aplaudido em pé pelos presentes.

Daniel Mori, representando o portal Transexuaissp, falou sobre a importância da educação a crianças e adolescentes em nossa sociedade, principalmente àqueles que não se encaixam nos padrões ditos como “normais”, fazendo um paralelo entre a educação/escola e assistência à saúde mental.

Laerte Coutinho contribui com s discussões mesmo com sua fala breve sobre Resistência, trazendo importantes pontos na discussão com os presentes.

Ângela Lopes e Dimitri Sales mediaram as mesas com ótimas falas e muita organização.

O Portal Transexuaissp agradece o convite e parabeniza todos os organizadores!

Confira abaixo algumas fotos do evento e o discurso de Daniel Mori na íntegra:

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Edith Modesto, Dimitri Sales e João S. Trevisan

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Ângela Lopes, Larte Coutinho, Daniel Mori e João Silvério

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Renata Peron, organizadora do evento com Dimitri Sales e Ângela Lopes

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Renata Peron realizando a abertura do evento

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Renata Peron lançou o clipe da sua música FERIDA

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Palestra de Anna Paula Vencato

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Mesa redonda – Arte, Educação e Sociedade: O Lugar da Resistência na Atualidade

Confira o texto na íntegra:

“Vejo tanto a parte didática realizada como a parte assistencial em saúde de extrema importância no que diz respeito a promoção da dignidade e respeito à população trans, já que o direito à saúde integral é um dos pilares da constituição do nosso país.

Primeiramente quando eu digo que a parte didática e educacional é importante, eu lembro que nunca, durante todos os meus anos de estudo, eu tive sequer uma aula no colégio, na graduação médica, no internato, ou na residência em psiquiatria, que abordasse temas como sexualidade, gênero, diversidade, orientação sexual. Poucas vezes o assunto foi levantado e quando isso aconteceu a discussão era muito superficial e abandonada rapidamente por todos os profissionais envolvidos.

Oras, quando se fala em saúde, se fala em inclusão, em prevenção, em olhar o próximo, compreender e empatizar para poder acolher a dor e o sofrimento da outra pessoa que está buscando ajuda. Mas se não há a discussão por exemplo acerca das vulnerabilidades da população trans, acerca das suas demandas, como pode hoje em pleno 2015 um médico ou qualquer outro profissional sair formado sem nada saber a respeito do assunto? Amplio a discussão para um jovem em seu colégio… Como pode um cuidador ou professor não conhecer que existe a diversidade, que ali existe um individuo que merece ser respeitado do momento que seu nome é chamado até o momento em que termina seus estudos….

Foi durante a residência em psiquiatria que a convite da colega psicóloga Maya Foigel (também idealizadora do Transexuaissp) e do psiquiatra Alexandre Saadeh que eu iniciei meu trabalho com a população trans, inicialmente como psicoterapeuta e psiquiatra. Mas com o tempo eu vi que apenas o trabalho como psiquiatra não sustentava e lembrei que antes de psiquiatra eu era médico, e a minha assistência à população trans poderia ser muito mais completa, humana e capaz de ouvir e dar uma resolutividade muito maior a qualquer demanda que uma pessoa trans trazia. E foi aí que a educação dos profissionais da saúde mostrou-se de extrema importância pois serão a linha de frente a acolher a população trans.

No ambulatório, eu e os demais médicos que estão em formação tentamos organizar e orientar todo o acompanhamento da população trans, desde orientação sobre que serviço procurar, encaminhamentos, tratamentos clínicos, prevenção e acolhimento acerca de qualquer queixa.

Isso, dentro da área da saúde, é educação e promoção de dignidade e respeito.

Falo como um homem cisgênero (fui designado homem ao nascer e assim me sinto confortável) – que por algum tempo reproduziu uma prática transfóbica e invisibilizadora – e poder participar do ambulatorio onde exerço a minha profissão e o que amo fazer me ajudou a superar isso. Desconstrui em mim um privilégio do qual achava que ocupava (o da cisgeneridade) junto com meus pacientes trans e não alheio a eles pela abstração de um discurso que se prometia militante da causa (mas estava longe disso). Ouvir suas queixas, desenvolver a empatia com quem sofre por viver em um dos países onde mais se cometem crimes contra travestis e transexuais do mundo, tem sido sim a coisa mais importante que me aconteceu nos últimos tempos. Aprender a respeitar o lugar de fala do outro, sem julgamentos, sem transferir a minha moral e as minhas vivências, foi algo que em nenhum momento aprendi na academia, deveria ser inerente à condição humana.

Porque vivemos hoje uma contradição. Ao mesmo tempo que temos o SUS, com excelentes programas que funcionam muito bem, com uma excelente teoria e filosofia, a gente sabe que muitos desses programas são lindos e vivem muito bem mas apenas no papel. E todo esse aprendizado, empatia, respeito não coube dentro de mim e passei a ensinar outros profissionais, que muito comumente tem historias e posições na sociedade muito parecidas com as minhas.

Faço parte de um dos únicos locais que acolhe crianças e adolescentes transexuais ou que são vistos como diferentes em seus meios por terem preferencias e gostos relacionados ao gênero oposto ao que lhes foi designado ao nascimento. Quando penso na educação penso em cada família ou jovem que busca uma orientação, um espaço de acolhida e de escuta no ambulatório em que trabalho. Penso também em cada família ou cada jovem que me manda e-mail para a equipe do Transexuaissp através do site buscando ajuda.

A história quase sempre se repete: “estou sofrendo no meu colégio”, “não consigo me expressar ou viver como gostaria na escola, que é onde eu passo a maior parte do meu dia”, “estou pensando em desistir de tudo e parar de estudar”, “o que eu faço com meu filho que esta triste e quer abandonar a escola?”.

Um dia aprendi que fator de risco é definido como um elemento que, quando presente, determina um aumento da probabilidade de surgimento de problemas. Pode também ser definido como um fator que aumenta a vulnerabilidade de uma pessoa ou grupo em desenvolver determinada doença ou agravo à saúde. E baixa escolaridade, recusa ou abandono escolar é fator de risco para o aparecimento de diversos transtornos mentais ou problemas de desenvolvimento nas crianças e adolescentes.

Mas como frequentar uma escola que te oprime, que não discute temas ligados à diversidade em sala de aula, que não te permite a liberdade de expressão para ser quem você realmente é, que não te permite se sentir a vontade para aprender? Quase todos os meus pacientes crianças e adolescentes passam horas em seu colégio sem ir ao banheiro urinar com medo de repressão ou agressão física ou verbal, a dor não é apenas psíquica…

A não aceitação da realidade da diversidade pelas rígidas normas culturais vigentes em nossa sociedade pode ser considerada uma das principais fontes de sofrimento para as crianças e adolescentes transexuais.

Nos últimos anos, mesmo que timidamente, programas do governo federal e de diversos estados brasileiros têm trazido em suas pautas a questão da vivência escolar das minorias sexuais. O programa “Brasil Sem Homofobia” de 2004, por exemplo, tem como objetivo combater a violência e promover a cidadania de gays, lésbicas, travestis e transexuais, focando principalmente a igualdade no acesso à Educação, que deve ser considerada um direito universal. Entretanto, as implementações dessas políticas públicas ocorrem de forma extremamente lentas e tímidas e as práticas que visam à igualdade de direito entre todos os cidadãos nos diversos contextos sociais ainda têm a necessidade de serem mais amplamente divulgadas e respeitadas.

A temática da exclusão de homossexuais, transexuais e travestis no ambiente escolar também tem sido abordada por diversos autores no meio acadêmico, que sinalizam a urgência dos debates e ações de combate da discriminação na escola, tais como Berenice Bento, Tatiana Lionço e Lopes Louro, Heloisa Souza, Marcia Bernardo, entre outros.

O fato de o debate sobre o tema estar ganhando intensidade nos diversos meios sociais representa um avanço significativo.

Até há poucos anos, a noção de “direitos sexuais” era muito menos difundida e seu significado muito mais obscuro. Porém, no decorrer da última década, o conceito tomou uma nova dimensão no Brasil. O momento atual, apesar de ainda ser marcado por defasagens, contradições e ambiguidades na compreensão dos direitos da sexualidade humana, representa mudanças em relação à moral sexual no Brasil, principalmente no âmbito do respeito à privacidade e individualidade e do reconhecimento dos direitos políticos e jurídicos das pessoas que compõe as minorias sexuais.

As transformações das condutas morais, enraizadas há séculos na sociedade, constituem um grande desafio, ocorrem vagarosamente e há muitas resistências para que elas não aconteçam. O recente veto no plano municipal da educação, é um exemplo de resistência social às transformações das normas de gênero dominantes. Outro exemplo, a suspensão da distribuição do material contra a homofobia aconteceu após grande pressão de setores da sociedade, que, nas discussões sobre o assunto, notoriamente priorizaram aspectos de teores conservadores e morais. O principal argumento utilizado pelos grupos que se posicionaram contra a distribuição do material foi o de que ele atuaria como uma “influência negativa” às crianças e adolescentes ao tratar com naturalidade as relações homossexuais e as formas de identidade de gênero que fogem aos padrões.

Vetos como esse podem revelar que, apesar dos avanços, a sociedade ainda preserva uma postura excludente com os comportamentos sexuais e identidades de gênero que não se incluem no modelo preconizado. Em vez de buscar ações que conscientizem e amenizem as discriminações e os sofrimentos de uma parcela significativa da população que sofre incontáveis preconceitos e violências em seu dia a dia, nossos políticos, optam pelo silêncio e pela manutenção da homofobia, da transfobia e do moralismo sexual vigentes.

Os supostos conhecimentos transmitidos pelas instituições, muitas vezes, atuam de forma a distinguir a prática sexual “saudável” da “patológica” e indicam o padrão de normalidade a ser seguido pelos indivíduos, sendo determinantes para a manutenção de poder, seja ele qual for.

Essa exclusão leva a um aumento considerável nas estatísticas de transtornos mentais com os quais eu trabalho: aumento na porcentagem de pessoas que relatam ideação ou planejamento suicida, transtornos depressivos, transtornos de estresse pós-traumático e dependência de substâncias.

Apesar de não haver dados estatísticos oficiais sobre a evasão escolar, a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT afirma que o grupo que mais sofre discriminação na escola é o de transexuais e travestis, estimando que a evasão escolar seja de aproximadamente 73% dessa população. Entre as transexuais contatadas no decorrer das pesquisas que eu consultei e na minha experiência com os meus pacientes, diversos foram os relatos sobre as dificuldades experimentadas que refletem a estigmatização e o sentimento de não pertencimento ao ambiente escolar, revelando que os anos passados na escola deixaram marcas profundas nas vidas dessas pessoas.

Frequentemente, as dificuldades de colocação no mercado de trabalho foram relacionadas por meus próprios pacientes transexuais ao fato de terem abandonado os estudos precocemente. Ou, ainda, comparam os preconceitos e as discriminações vivenciadas no ambiente de trabalho aos experimentados na escola, mostrando que as experiências nesses dois espaços estão estritamente relacionadas.

Ouvimos todos os dias relatos de dificuldades relacionadas às atividades que dividem as crianças de acordo com o seu gênero e que são muito frequentes no ensino básico, bem como um possível despreparo da professora em lidar com o caso, gerando angústia na mãe e culpa no filho.

Outro ponto que podemos citar como grande causador de constrangimentos – e que está relacionado à falta de preparo e possíveis preconceitos dos profissionais de educação – é a resistência para a utilização do nome social. Mesmo havendo resoluções na maioria dos Estados e em diversos municípios brasileiros que asseguram o direito da pessoa ser chamada por um nome que expresse a sua identidade de gênero (nome social), muitas instituições não respeitam isso e continuam utilizando o nome que consta no registro geral de identidade (nome civil), desrespeitando o desejo do indivíduo e ignorando sua caracterização física e identificação de gênero.

Corroborando as diversas resoluções estaduais e municipais, o Ministério da Educação publicou, em 21 de novembro de 2011, a portaria nº 1.612, que diz em seu primeiro artigo que “Fica assegurado às pessoas transexuais e travestis o direito à escolha de tratamento nominal nos atos e procedimentos promovidos no âmbito do Ministério da Educação”.

Cada vez mais, o direito fica garantido no papel, porém, infelizmente, a mudança na prática é muito vagarosa. Seja por ignorância, por resistência ou por preconceito, muitos transexuais e muitas travestis continuam sofrendo por serem chamadas por um nome que não reconhecem como seu.

É muito comum, na minha prática, encontrar mulheres e homens transexuais que frequentaram a escola por cinco ou seis anos, enquanto eram obrigadas pelos pais e, assim que tiveram um pouco de autonomia, decidiram abdicar dos estudos por considerarem o território escolar um local de humilhações, desprezos e desrespeitos. Eles narram, inclusive, que algumas vezes o abandono escolar foi determinante para o rompimento da relação com os familiares. Entre os transexuais que possuem escolaridade maior, há o frequente relato da melhor aceitação da identidade de gênero, da presença afetiva e do suporte por parte dos familiares durante a infância e adolescência. Tal fato indica que a participação familiar pode ser decisiva para o melhor enfrentamento e a superação das dificuldades e discriminações encontradas no ambiente escolar, porém, infelizmente, isso parece acontecer na minoria das vezes.

Dayana Santos aborda, em seu trabalho “Cartografias da transexualidade: a experiência escolar e outras tramas”, elementos muito próximos dos que os meus pacientes me relatam. Mais precisamente, para a autora, as maiores dificuldades para uma transexual na escola estão relacionadas ao uso do nome social, ao uso dos banheiros, às dificuldades nas aulas de Educação Física, à relação com professores e outros profissionais da escola e com a própria instituição. Esses elementos são vistos pelas entrevistadas como grandes fontes de tensões e, muitas vezes, determinantes para o abandono escolar, justificando, inclusive, a baixa escolaridade encontrada na população transexual.

A partir das constatações dos desafios vivenciados pelos transexuais e pelas travestis durante a sua infância e adolescência, acredito que seja possível inferir que a não aceitação, as pressões e as discriminações vivenciadas no contexto familiar e escolar, além de dificultar que usufruam o direito à educação formal, pode representar considerável diminuição e/ou impedimento de colocação profissional na vida adulta.

No estudo de Heloisa Aparecida de Souza e Marcia Espanhol Bernardo, que serviu de base para esse texto, as ocupações mais comuns entre as mulheres que participaram de uma pesquisa em 2014 foram de profissionais da beleza e do sexo, profissões que, geralmente, não exigem alta escolaridade e fazem parte do mercado informal.

Importante salientar que trabalho informal não deve ser considerado sinônimo de trabalho precário. Muitas transexuais narram encontrar grande sentido e rentabilidade em sua ocupação, porém os preconceitos vivenciados na escola, muitas vezes agem privando-as de seus direitos básicos à educação e limitando as opções para a inserção no mercado de trabalho. É comum entre as que conseguem completar o ensino médio e desejam a suposta segurança oferecida pelo mercado de trabalho formal trabalharem como operadoras de telemarketing, uma função repleta de contradições e opressões.

Desta forma, é possível verificar que os problemas encontrados em relação às questões de gênero estão enraizados e espraiados nos diversos níveis da sociedade e, por esse motivo, políticas públicas que foquem apenas a inserção profissional das transexuais e a diminuição da homo/transfobia no ambiente profissional, apesar de importante, são insuficientes para assegurar a empregabilidade às mulheres transexuais. Faz-se necessário prestar a devida atenção ao que se passa com as crianças e adolescentes transexuais no ambiente familiar e, principalmente, escolar, desde o início da sua socialização e institucionalização, elaborando e implantando, com seriedade, programas que visem a manutenção dessa população nas escolas e investindo em acolhimento e formação para aquelas que já se desiludiram e se evadiram do ambiente escolar.

É necessário também sinalizar que a baixa escolaridade e a falta de preparo profissional tendem a agir de forma a sustentar um discurso, por parte de empresas e recrutadores, que justifica a não contratação das pessoas transexuais pela falta de qualificação profissional. Todavia, é provável que essa justificativa oculte a discriminação em relação às normas de gênero presentes no mercado de trabalho.

O que foi apresentado anteriormente indica que, além de a vivência escolar ser marcada por sofrimentos e angústias para as crianças e adolescentes transexuais, parece ser nessa fase da vida que se encontra a gênese das muitas dificuldades profissionais e até mesmo transtornos mentais vivenciados na vida adulta.

Trata-se de buscar condições iguais a todos, evitando os evidentes sofrimentos experimentados pelas pessoas que não se enquadram no modelo hegemônico de sexualidade. Já é passado o momento em que a sociedade deveria aceitar com naturalidade que uma identidade de gênero diferente do sexo anatômico não pode ser empecilho para que o indivíduo se desenvolva plenamente, dando condições para que todos tenham uma adequada inserção no meio social.

Parte do meu trabalho busca educar profissionais da saúde para que propaguem o discurso da visibilidade, da diversidade, do respeito e dignidade. Citação final que a meu ver resume o acolhimento da diversidade no trabalho e no meu próprio trabalho pessoal a cada dia, parafraseando Paulo Freire:

            “É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal maneira que num dado momento a tua fala seja a tua prática.“ (Paulo Freire)купить манок с активным динамикомСтроительство птичников под ключмонтаж водосточных системфитнес трекерик нагревателиcar seat covers napale plus gros penisclick referencemax vкожемяко кукловод

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