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Os resultados do Transcidadania em SP

Há 6 meses a Prefeitura de SP lançou o pioneiro programa Transcidadania. O projeto pretendia uma bolsa de R$827,40 a transexuais e travestis que cumprissem 30 horas de aula semanais sendo que os participantes deveriam estar h 3 anos sem emprego com carteira assinada. 100 pessoas foram inicialmente beneficiadas pelo programa.

O portal de notcias G1 acompanhou a rotina de algumas pessoas e alguns dados, divulgando interessantes informaes.

  • 86% das pessoas no haviam ainda terminado o ensino fundamental,
  • Alem da bolsa em dinheiro, os participantes receberam atendimento mdico, psicolgico e social,
  • 85% vivem em quartos compartilhados, em casa de cafetina ou hoteis,
  • 6% esto em albergues,
  • 5% em ocupaes,
  • 4% so moradores de rua,
  • 5 participantes do programa so homens trans.

A taxa de evaso do programa foi de apenas 10% e h uma lista de espera de mais de mil pessoas, sendo que dessas aproximadamente 170 so candidatos para uma eventual segunda turma do programa.

O perfil dos participantes do programa muito parecido. A maior parte de negros e pardos – 63%. So 52 travestis, 43 transexuais e cinco homens transexuais. Alguns foram expulsos de casa pelos pais ou sairam por vontade prpria e conheceram a vida na rua. A grande maioria, segundo a coordenao, se prostitui – poucas pararam, mas muitas conseguiram diminuir a frequncia dos programas.

Diminuiu minha carga horria, mas preciso complementar minha renda. […] Antes eu tinha que ir todo dia. O projeto no a salvao, mas uma ajuda. A nica certeza a rua, diz Ciara Pitma, uma piauiense de 25 anos que sonha em trabalhar com moda.

Algumas – geralmente as mais jovens – dizem gostar da liberdade que a prostituio d. Mas as falas so geralmente de cansao e vontade de mudar de vida.

Nunca consegui um trabalho assalariado. O que me restou foi fazer programa. […] J fui espancada, j me abusaram, j me roubaram. Eu no quero mais isso pra mim. Eu quero apenas ter um trabalho digno, diz Ciara.

A grande preocupao dos integrantes do programa conseguir um emprego – segundo uma avaliao feita ao final do semestre, 54% buscam no projeto uma insero no mercado de trabalho. E esse tambm o grande desafio da coordenao.

A gente no quer absorver essas pessoas dentro do poder pblico. A gente quer que elas vo pro mercado de trabalho. […] Se a gente conseguir 100 pessoas estagiando em empresas ao final do programa a gente tem a uma vitria”, disse a ento coordenadora do programa – e tambm transexual – Symmy Larrat.

Mas para algumas participantes, a mudana, mesmo que pequena, significa um recomeo.

Voc sabe a dignidade de levantar de manh, tomar um caf, pegar um nibus e as pessoas te tratarem bem? Eu revivi. Eu vivia na escurido, eu me vestia de palhao pra dar sexo pra um monte de homens. Eu fiquei depressiva, eu pedia pra Deus me levar”, diz Aline. “E hoje Hoje eu me sinto integrada na vida das pessoas. Hoje eu vejo que simples a vida. simples ser feliz.

Com certeza mais programas como esse devem ser estimulados e criados no s em So Paulo mas em outras capitais e outras cidades Brasil afora. As falas das participantes dizem tudo, uma possibilidade de renovao, principalmente para aqueles que esto em alguma situao ruim, de alta vulnerabilidade, e no conseguem vislumbrar uma sada.

No link da matria do G1 voce pode conferir os vdeos com entrevistas com as participantes. Clique aqui.

Fonte: Portal G1 – por Giovana Sanchez, adaptado por Daniel Mori. Fotos: Marcelo brandt.

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