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Transexuais da UFRJ afirmam que nome social evita constrangimentos

A transexual Dorothy Lavigne, 36 anos, estudante de história da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) enfatiza uma reclamação comum e muito frequente de vários universitários travestis, transexuais e transgêneros. Sem poder usar seus nomes sociais, se dizem expostos a situações extremamente constrangedoras no ambiente universitário.

“Ano passado um professor passou uma lista com os nomes civis de todos os alunos junto de suas respectivas fotos. Não tive como disfarçar, e meu nome ficou conhecido por todo mundo da sala. Foi vergonhoso. Já na semana passada, os alunos bolsistas conseguiram comer no restaurante universitário de graça. Só que eu tive que dizer meu nome de batismo para a funcionária me deixar entrar. Tudo isso gerou muita exposição, e me revoltou muito porque é uma falta de respeito com a minha identidade”

A UFRJ adota medida que visa permitir que estudantes transexuais possam usar os nomes pelos quais querem ser chamados nos diários de aulas, inscrição em disciplinas e no histórico  escolar.

Apesar de já anunciada, a medida ainda não começou a valer. Mesmo assim, tem sido comemorada nos corredores dos prédios da instituição de ensino superior.

“A questão do nome social é um grande avanço, mas por si só não assegura a inclusão social se não for acompanhada de outras políticas públicas”, diz Dorothy, que pretende fazer o pedido para adoção do nome social ainda este mês.

O universitário Enzo Lucca, estudante do 2º período de letras comemora tal conquista mas também coloca já algumas ressalvas à aplicação da portaria:

“A medida é um grande avanço, mas ainda não entrou em vigor e isso deixa um pouco a desejar. Ficamos super animados com a notícia, mas quem já está matriculado ainda usa o nome de registro. Ou seja, ainda não mudou nada”, avalia. “Sem dúvida a medida pode evitar muitos constrangimentos”.

Aos 20 anos, Enzo busca  a possibilidade de se submeter a uma mastectomia (retirada completa dos seios):

“Desde pequeno eu sentia que não me encaixava ao gênero que me foi designado ao nascer. Fui criado em uma cidade pequena, no interior de Minas Gerais, e isso me custou muito, pois não tinha quase nenhuma informação sobre isso. Fui obrigado a me esconder por anos, porque não sabia o que estava acontecendo comigo. Para evitar constrangimentos, geralmente eu converso com os professores antes das aulas, explicando tudo direitinho”

Segundo nota divulgada pela UFRJ, a implementação dos nomes sociais no sistema da instituição ainda pode demorar. Será feita “de forma gradual”, no prazo máximo de um ano.

Responsável por elaborar o texto da portaria, a pesquisadora e aluna de história da arte Mariah Rafaela Silva conta que a aprovação da medida não foi tão fácil.

“Minha iniciativa veio quando vi que amigos transexuais tinham que usar na universidade o nome designado em seu nascimento. E isso é uma violação de Direitos Humanos intolerável.  A única maneira de permitir que eles usassem seus nomes sociais na universidade seria baixando uma normativa. Foi aí que eu escrevi e submetido ao Conselho de Graduação”, conta.

“Mas não foi fácil conseguir aprovação disso. Criaram-se obstáculos. Infelizmente, ainda existem as práticas de segregação e  transfobia no ambiente universitário. Essa medida contribui para que as pessoas se sintam mais acolhidas na universidade”

Fonte: http://bit.ly/1FTDbTT

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